Arquiteta brasileira assina projeto de museu na França

Inaugurado no início deste mês no centro histórico de Nimes, o Musée de la Romanité tem projeto de 9 mil m² de Elizabeth de Portzamparc

A responsabilidade ia além de conceber o importante Musée de la Romanité, em Nimes, França. O detalhe – imenso, por sinal – estava na localização cônica, a vizinhança da famosa Arena de Nimes, anfiteatro romano do ano 27 a.C., obra de perfeita simetria ao longo de seus 133 m de comprimento. Como colocar lado a lado e em harmonia novo e antigo? O projeto coube à Elizabeth de Portzamparc, arquiteta carioca radicada na França desde 1969. “O concurso da prefeitura da cidade pedia claramente uma resposta contemporânea à arena. Eu a analisei profundamente e me perguntei como exaltar os 21 séculos de história que separariam as duas obras. Uma arquitetura leve, possibilitada pela tecnologia atual, pareceu-me evidente”, diz Elizabeth. A proposta escolhida preserva franca relação com o entorno. “De um lado, vemos o volume circular bem ancorado no solo e, do outro, o bloco quadrado que parece levitar, envelopado por uma toga de vidro plissada”, compara a arquiteta. Lá dentro, estão hospedadas 5 mil peças arqueológicas de três grandes períodos: gaulês (pré-romano), romano e medieval.

 

Paisagem para admirar: Abrir a arquitetura para a cidade, eis uma tônica do trabalho de Elizabeth. Aqui, o museu olha para os arcos da arena. Há ainda uma rua pública atravessando o edifício e o conectando a uma praça interna. No topo, um terraço finaliza a visita com a visão de Nimes e seus mais de 20 séculos de história.

Paisagem para admirar: Abrir a arquitetura para a cidade, eis uma tônica do trabalho de Elizabeth. Aqui, o museu olha para os arcos da arena. Há ainda uma rua pública atravessando o edifício e o conectando a uma praça interna. No topo, um terraço finaliza a visita com a visão de Nimes e seus mais de 20 séculos de história. (Serge Urvoy/Divulgação)

 

Mosaico contemporâneo: Para fazer frente ao passado romano, as quatro fachadas exibem uma complexa estrutura de aço inox que ampara 7 mil placas de vidro serigrafado cobrindo uma superfície de 2 500 m². Por causa de seus ângulos e inclinações, as lâminas parecem se movimentar de acordo com a variação da luz ao longo do dia.

Mosaico contemporâneo: Para fazer frente ao passado romano, as quatro fachadas exibem uma complexa estrutura de aço inox que ampara 7 mil placas de vidro serigrafado cobrindo uma superfície de 2 500 m². Por causa de seus ângulos e inclinações, as lâminas parecem se movimentar de acordo com a variação da luz ao longo do dia. (Serge Uvoy/Divulgação)

 

Por dentro, mais curvas: Museografia, design de interiores e elementos do mobiliário também têm a assinatura de Elizabeth, que sutilmente homenageia suas raízes brasileiras ao evocar o traço sinuoso de Oscar Niemeyer (1907-2012) em alguns momentos do projeto, do interior ao paisagismo externo.

Por dentro, mais curvas: Museografia, design de interiores e elementos do mobiliário também têm a assinatura de Elizabeth, que sutilmente homenageia suas raízes brasileiras ao evocar o traço sinuoso de Oscar Niemeyer (1907-2012) em alguns momentos do projeto, do interior ao paisagismo externo. (Serge Uroy/Divulgação)

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  1. Muito interessante o projeto do museu e a relação do presente com o passado.

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