Sistema construtivo mais rápido e limpo vem conquistando o mercado

O sistema em que a casa é erguida com perfis metálicos delgados vem se firmando como alternativa para a construção residencial. Conheça os detalhes

Antes de penetrar as paredes para investigar o light steel frame, que aos poucos vem rompendo preconceitos e ganhando mercado no Brasil, vale a pena conhecer um pouco da sua história. “Esse sistema teve início nos anos 30, na Alemanha, é usado massivamente nos Estados Unidos desde a década de 50, chegou aqui há 15 anos e começou a ficar mais conhecido nos últimos cinco anos”, conta Henrique Alfonsi, da Alfonsi Steel Frame. Também é preciso entender a diferença entre o steel frame, formado por perfis de aço pesado, muito comum em pontes, e o light steel frame. “Ele emprega perfis de aço feitos a frio, obtidos com o dobramento e perfilamento de tiras de aço galvanizado, que por fim se tornam elementos bem leves, entre 0,8 mm e 0,2 mm de espessura”, resume a arquiteta Heloisa Pomaro, sócia da Micura Steel Frame e vice-presidente da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM). Em resumo, esse método no qual se monta uma malha metálica para ser depois envelopada por diferentes tipos de painéis, lajes e coberturas oferece um controle máximo do projeto e do consumo de material, mas exige cálculo estrutural e mão de obra especializados. “No Brasil, 5% das construções usam light steel frame diante de cerca de 45% do Chile”, diz Heloisa. “Sempre o apresento como uma opção à alvenaria estrutural. Muitos clientes acreditam que esse sistema desvaloriza o imóvel na hora da venda, mas não é verdade”, defende o arquiteto Frederico Zanelato, um entusiasta.

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FORA DA CAIXA: O anseio por uma morada erguida em pouco tempo e sem desperdício de materiais levou os jovens proprietários deste terreno em Brasília a encomendarem ao escritório 1:1 Arquitetura:design um projeto com light steel frame. Primeiro, os profissionais venceram o declive fazendo fundação, pilotis e a laje do piso de concreto, depois ergueram toda a casa térrea de 123 m² com estrutura metálica. “Da fundação ao fim da obra, foram três meses”, celebra o arquiteto Eduardo Sáinz. Nessa versão do sistema, o arcabouço de aço teve as paredes vedadas com placas de fibrocimento, depois pinceladas externamente com textura acrílica (Terracor na cor Corten).

FORA DA CAIXA: O anseio por uma morada erguida em pouco tempo e sem desperdício de materiais levou os jovens proprietários deste terreno em Brasília a encomendarem ao escritório 1:1 Arquitetura:design um projeto com light steel frame. Primeiro, os profissionais venceram o declive fazendo fundação, pilotis e a laje do piso de concreto, depois ergueram toda a casa térrea de 123 m² com estrutura metálica. “Da fundação ao fim da obra, foram três meses”, celebra o arquiteto Eduardo Sáinz. Nessa versão do sistema, o arcabouço de aço teve as paredes vedadas com placas de fibrocimento, depois pinceladas externamente com textura acrílica (Terracor na cor Corten). (Edgard César/Divulgação)

 

PROPOSTA MISTA: Com pressa de ver a casa pronta, os proprietários chegaram ao arquiteto Frederico Zanelato já com a ideia de construir em Cotia, SP, usando o light steel frame. Executado pela BR Steel Frame, o imóvel de três pavimentos e 400 m² foi concluído em um ano, sendo apenas seis meses de obra. “Na garagem – parte dela serve de muro de arrimo, há um vão de 8 m e uma piscina –, optamos pela alvenaria comum, mais indicada nessa situação”, comenta Frederico. No fechamento externo, as placas de OSB impermeabilizadas receberam argamassa e pintura hidrorrepelente. Por dentro, as paredes levam drywall.

PROPOSTA MISTA: Com pressa de ver a casa pronta, os proprietários chegaram ao arquiteto Frederico Zanelato já com a ideia de construir em Cotia, SP, usando o light steel frame. Executado pela BR Steel Frame, o imóvel de três pavimentos e 400 m² foi concluído em um ano, sendo apenas seis meses de obra. “Na garagem – parte dela serve de muro de arrimo, há um vão de 8 m e uma piscina –, optamos pela alvenaria comum, mais indicada nessa situação”, comenta Frederico. No fechamento externo, as placas de OSB impermeabilizadas receberam argamassa e pintura hidrorrepelente. Por dentro, as paredes levam drywall. (Bebete Viêgas/Divulgação)

 

100% METÁLICO: Foram necessários apenas 25 dias para que o café de 100 m², da mostra Campinas Decor, no interior paulista, ficasse pronto. “Além da agilidade, o light steel frame tem menor impacto ambiental, pois há pouca sujeira e desperdício”, conta o arquiteto Gustavo Pigatto, que assina o projeto com Daniela Antunes. A dupla fez questão de deixar o esqueleto do forro – as treliças – aparente em contraste com o piso de pastilhas de porcelana (Cerâmica Atlas). No fechamento das paredes, eles adotaram placas de OSB e cimentícias, no lado externo, e drywall, internamente. Execução da Inalt Engenharia

100% METÁLICO: Foram necessários apenas 25 dias para que o café de 100 m², da mostra Campinas Decor, no interior paulista, ficasse pronto. “Além da agilidade, o light steel frame tem menor impacto ambiental, pois há pouca sujeira e desperdício”, conta o arquiteto Gustavo Pigatto, que assina o projeto com Daniela Antunes. A dupla fez questão de deixar o esqueleto do forro – as treliças – aparente em contraste com o piso de pastilhas de porcelana (Cerâmica Atlas). No fechamento das paredes, eles adotaram placas de OSB e cimentícias, no lado externo, e drywall, internamente. Execução da Inalt Engenharia (Favaro Jr./Divulgação)

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