Refúgio de campo tem estilo provençal

Tons azuis e materiais rústicos marcam esta casa de fim de semana erguida num condomínio em Porto Feliz, no interior de São Paulo

A casa de 375 m² ficou pronta no ano passado, mas, por alguma razão, parece estar ali há muito tempo. “Mesmo antes da chegada dos móveis, ela já tinha bastante vida”, afirma a arquiteta Regina Strumpf, autora do projeto ao lado de Rogério Gurgel, ambos sócios no RSRG Arquitetos. Essa sensação abstrata talvez possa ser explicada pela escolha dos materiais rústicos que revestem fachada, paredes e pisos: pedra bruta, tijolo de obras antigas e madeira de demolição. Junto das janelas e portas pintadas de azul e do ferro presente em delgadas esquadrias, os acabamentos bebem na referência provençal, o único pedido do proprietário. “No entanto, não moramos na Provença e tampouco queríamos desenhar um caixote. Fizemos então uma leitura conceitual do estilo, usando dois corpos de concreto moldado e blocos cerâmicos ligados por um elemento de transição, uma espécie de passarela envidraçada”, afirma Regina. Com telhado em duas águas, os dois volumes – um deles tem até chaminé – evocam a imagem do típico refúgio no campo. Como contraponto, além do corredor central de linhas retas, contribuiu o detalhamento da fachada. “Queríamos que as construções ficassem contidas entre as quatro empenas de pedra, que exibem todas a mesma altura”, explica Rogério Gurgel.

Essas formas nasceram naturalmente diante do terreno plano, de 2,5 mil m². “Não precisamos forçar a implantação, pois os recuos obrigatórios do condomínio, de 6 m nas laterais e 10 m na frente, guiaram o posicionamento claro e convidativo da residência, com pátios ao redor”, conta Regina.

No interior, a clareza se repete na distribuição dos ambientes: área íntima de um lado, espaço social do outro. Neste último, sala e cozinha aparecem abertas para o exterior, diante da piscina. Janelas baixas instaladas de ambos os lados garantem a ventilação cruzada, medida contra o calor característico da região, no interior de São Paulo. “Só há ar condicionado nos quartos. As paredes grossas de pedra, com 30 cm de espessura, também ajudam termicamente”, lembra Rogério. Lá fora, os pergolados de aço corten, cobertura de vidro e forro de palha completam o clima do fim de semana ideal, oferecendo a sombra com o jeito francês da Provença com a qual tanto sonhavam os moradores, em avarandados que parecem estar ali há muito tempo.

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