Casa na cidade à moda do campo

Uma reforma minuciosa deu novos ares a este sobrado dos anos 60. Agora materiais orgânicos e elementos construtivos tradicionais emprestam à residência uma atmosfera acolhedora e certo ar campestre, em plena zona oeste paulistana

Detalhes rústicos, ambientes hospitaleiros e a sugestão de um passado cheio de histórias despontam nessa residência dos anos 60 – deteriorada, a casa ganhou reforma do escritório LAB Arquitetos mais de 50 anos depois. O desejo do casal de proprietários e de seus dois filhos era uma mudança que trouxesse conforto à família e integração da vida doméstica ao jardim. “Antiga, a construção apresentava espaços muito setorizados, sem nenhuma conexão entre as áreas internas e externas. A típica configuração de sala de estar, sala de jantar, copa…”, diz o arquiteto Marino Barros, que cuidou da obra de 470 m² no bairro do Butantã, em São Paulo, ao lado do sócio Rodrigo Leopoldi e da arquiteta Valéria La Terza

Outra diretriz seguida pelos profissionais foi converter a edificação existente em algo com jeito de casa de campo e um quê das pradarias do norte da Argentina, país onde a proprietária, Daniela Malzoni, viveu por 20 anos. O resultado é um conjunto repleto de madeiras de demolição, tijolos à vista e pontuado com inserções de aço corten (de aspecto enferrujado). Não se desperdiçou quase nada. “Os materiais originais ganharam outro uso: as portas foram reaproveitadas e as vigas e caibros da velha edícula, inteiramente demolida, mudaram de função”, conta Valéria.

Em busca de pontos fortes disponíveis para trabalhar, os arquitetos logo descobriram um trunfo: a possibilidade de deixar o telhado aparente – beirais e estrutura. “Fizemos reparos em alguns pontos, trocamos as telhas, colocamos manta de subcobertura, gesso e depois pintamos”, diz Valéria. Para privilegiar a união entre dentro e fora, paredes de alvenaria deram lugar a vidros, e assim o quintal passou a ser visto de inúmeros lugares do térreo. “A sala de estar foi ampliada e agora se desdobra em um pergolado”, descreve Marino. São justamente suas vigas e pilares que apoiam a varanda do pavimento superior, onde quatro quartos viraram três suítes com vista para as árvores do jardim: ipê, jabuticabeiras e camélias.

Daniela, aliás, se encarregou do paisagismo, em parceria com Renata Villar. “A intervenção foi muito sutil. As árvores são eternas protagonistas do espaço”, diz a proprietária. Muretas e gradis vieram abaixo, unindo enfim área de convivência, pátio aberto e churrasqueira, todos com acesso à piscina. Foi assim que a reforma trouxe a desejada “simplicidade elegante”, termo que, para a dona da casa, define a renovada personalidade da moradia.

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