Casa exibe tijolo com muita elegância na Espanha

Elementos tradicionais da arquitetura rural do país, como os jardins internos e o uso de materiais simples, aparecem na morada localizada em Valência

A construção desta residência, no núcleo histórico de Benimaclet, em Valência, Espanha,  mostrou-se uma oportunidade para os arquitetos Arturo Sanz Martínez e Carmel Gradolí Martínez valorizarem as características das moradias locais, nas quais o pátio – ainda que pequeno – se converte no coração de tudo.

“Esse ambiente revelou-se especialmente útil na articulação entre os espaços, essencial num lote tão estreito e irregular”, explica Arturo, referindo-se ao terreno em L, de 140 m². A fachada discreta dá mais sinais da arquitetura valenciana: as aberturas esguias e os dois cobogós redondos (recurso para ventilar o sótão sem lançar mão de janelas extras na face voltada para a rua). “Costumamos personalizar essa peça, produzida por uma ceramista vizinha com base em um desenho nosso. É um pequeno luxo”, conta Arturo.

Fachada tipicamente valenciana. (Foto: Mariela Apollonio)

O casal de arquitetos também gosta de explorar todas as versões possíveis do tijolo, material dos mais comuns e econômicos, porém rico em texturas quando usado com inventividade. Além disso, os blocos cerâmicos apresentam bom desempenho térmico, fundamental num lugar sujeito a grandes variações de temperatura entre as estações do ano.

Os muros do pátio dos fundos empregam peças cortadas transversalmente pela metade – as ondulações à vista resultam dos furos internos do tijolo, agora seccionados. No interior da casa, a longa parede estrutural varia a orientação e o tamanho dos blocos, assentados ora no comprimento ora na espessura, inteiros ou pela metade. (Foto: Mariela Apollonio)

No terraço, a disposição dos tijolos em diagonal cria uma divisória vazada que não obstrui a vista para a cidade. (Foto: Mariela Apollonio)

No piso externo – esta é a visão de quem olha de cima para baixo –, a versão maciça, também cortada, aparece assentada em dois sentidos. (Foto: Mariela Apollonio)

Voltando ao pátio, é ali que aparece mais uma boa ideia. Esta, porém, nada tem de tradicional. Trata-se das cortinas de lona instaladas por fora a fim de reduzir a insolação nos ambientes colados à área externa. “Descartamos o toldo por ser incompatível com a oliveira. Já persianas de madeira não ofereceriam abertura total. A cortina é uma alternativa leve, flexível, que se move em qualquer direção e se recolhe totalmente”, defende Arturo. “E, por ser externa, funciona melhor termicamente.” Único porém: o tecido pede troca a cada cinco anos. Aceitável num conjunto em que as soluções são, em sua maioria, milenares.

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