Casa de campo suspensa é prática e teve custo barateado

Banhada pelo Sol durante todo o dia, esta construção em Gonçalves, MG, é cercada pela paisagem verde da Serra da Mantiqueira

Logo pela manhã, o sol entra de mansinho na sala, assim que toca o alto do telhado de duas águas, onde uma abertura com caixilhos estrategicamente posicionada entre elas dá passagem aos primeiros  raios.

Conforme as horas passam, a claridade banha toda a construção repleta de transparências que convidam o verde deste refúgio mineiro na Serra da Mantiqueira a fazer parte do interior.

No período da tarde, o sol penetra pelo terraço coberto, o que ajuda no conforto térmico da casa, já que as temperaturas são extremas na região. Ali fica a mesa confeccionada pelo marceneiro Aristeu Pereira da Costa com cadeiras da Tok&Stok. (Divulgação/Eduardo Pozella)

Leia mais: Esta casa nas montanhas parece um refúgio mágico

Suspensa, a casa de 82 metros quadrados repousa delicadamente sobre o terreno acidentado e avança sobre ele, tirando o melhor proveito do declive e da paisagem ao redor.

Quando abertas, as portas de correr integram interior e varanda. Nesta, as réguas de garapeira tratada do piso foram niveladas com o cimento queimado da sala. (Divulgação/Eduardo Pozella)

“Uma parte fica implantada no platô e a outra se projeta em direção ao desnível do lote, como se o ampliasse. É uma estrutura mista, em que pilares e vigas de concreto sustentam a laje do piso enquanto os mesmos elementos, feitos de madeira, suportam as paredes de alvenaria e o telhado”, explica a arquiteta Cristina André, autora do desenho.

Com tesouras de garapeira aparentes, o estar comporta caixilhos de alumínio (Alumiglass Brasil) com 2,55 m de altura, que emolduram as montanhas. (Divulgação/Eduardo Pozella)

Concebido seguindo soluções, métodos construtivos, materiais e mão de obra locais, o refúgio não só enalteceu elementos  regionais como o tijolo de barro maciço e o cimento queimado como teve seu custo barateado, totalizado em R$ 250 mil.

Na fundação da residência, foram utilizadas sapatas de concreto com brocas para apoio dos pilares quadrados que sustentam a laje treliçada do piso e o deck de garapeira (CRS Madeiras). (Divulgação/Eduardo Pozella)

“Nós queríamos uma casa bonita, ensolarada e o mais em conta possível. E que fosse prática e eficiente: como é suspensa, fica livre da umidade”, conta a proprietária Denise Silveira Mathias, que frequenta Gonçalves há 12 anos, mas só em março de 2016 conseguiu iniciar a obra tão sonhada ao lado do marido e do filho de 11 anos.

Feitos de alvenaria e cimento queimado cinza-claro, a lareira e o banco lateral com nichos para livros e objetos (45 cm de altura) formam um bonito conjunto com o piso, cuja massa recebeu pigmento ocre. (Divulgação/Eduardo Pozella)

Pronto em janeiro deste ano, o refúgio seria alugado por um ano enquanto uma segunda propriedade pudesse ser finalizada para receber os moradores. Porém, tal ideia vem sendo adiada à medida que eles se apaixonam cada vez mais pelo lugar e suas montanhas.

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