Adeus rejunte: pisos monolíticos são a aposta do momento

Livres das linhas que recortam o visual, os pisos monolíticos proporcionam unidade estética e sensação de amplitude

BASE CARMIN

As técnicas locais saíram valorizadas nesta casa erguida em Santo Antônio do Pinhal, SP. Um bom exemplo aparece no cimento queimado vermelho, feito com mão de obra das redondezas. “O contrapiso bem preparado recebeu a argamassa, sobre a qual foi salpicada uma mistura de cimento com Pó Xadrez (LanXess) vermelho, marrom e preto. Após a cura, o piso foi encerado”, diz o arquiteto Eduardo Ferroni, do escritório Hereñú + Ferroni Arquitetos, de São Paulo. As juntas de dilatação auxiliaram na execução do piso e garantiram uma cobertura livre de trincas.

(Divulgação/Pedro Napolitano Prata)

 

NUANCES À VISTA

Na reforma deste apartamento de 75 m², pensado para o conforto e a privacidade de um pai solteiro e seu filho, o piso – de aparência rústica e sem rejunte – contribui com a sensação de continuidade entre os cômodos. Mais do que isso, atende ao desejo do próprio morador. “Feito sem emendas, o cimento queimado tende a apresentar fissuras com o tempo. Mas pessoas que pedem esse tipo de material gostam do estilo industrial e não se importam com isso, Além do mais, sua rotina de limpeza é simples”, afirma a designer de interiores Marina Linhares, que atua na capital paulista, mentora da reformulação do endereço

(Divulgação/Ana Mello)

 

IMENSIDÃO CINZA

A velocidade de aplicação e a facilidade de manutenção ditaram a preferência pelo piso de resina epóxi autonivelante (NS Brazil) para este home office. “Monolítico, é prático de limpar e não trinca. Na época, se comparado a materiais como carpete e madeira, também oferecia ótimo preço”, detalha a arquiteta Thais Aquino, do escritório paulistano DT Estúdio, que assina a obra. “Após aplicar uma base de resina sobre o contrapiso, que deve estar bem feito, o acabamento é puxado com uma espécie de rodo com serra dentada, o que garante uma superfície lisa e vitrificada”, diz Pedro Almeida Carmo, da Pac Soluções, que realizou o trabalho.

(Divulgação/Ana Mello)

 

NO TOM DAS ÁGUAS

Neste apartamento em São Paulo, onde predominam o concreto e o branco das paredes, a cor vibrante do piso epóxi autonivelante (Tintas Âncora) inunda o imóvel de vida. “A escolha faz referência também à arquitetura de Artacho Jurado [1907-1983], autor do Edifício Viadutos. Suas obras apresentam matizes de verde, azul, amarelo e rosa”, diz a arquiteta Anna Juni, sócia de Enk te Winkel e Gustavo Delonero no escritório Vão Arquitetura. As paredes anguladas também pesaram para a opção pelo acabamento, executado pela RLX Pinturas. “Um piso modulado acarretaria em muita perda de material e difícil instalação.”

(Divulgação/Ana Mello)

 

ALVURA PLENA

Prático e sem excessos. Eis as características que os proprietários queriam ver refletidas neste apartamento de 190 m² na capital paulista. Para a empreitada, contaram com a expertise do arquiteto Felipe Hess. Nos ambientes vestidos de branco, o granilite com discretos pontos de cor na mistura caiu como uma luva. “Ele proporciona continuidade visual ao imóvel, oferece fácil manutenção e se encaixa na estética minimalista que buscávamos para a proposta”, revela o profissional. Uma resina de proteção fosca arrematou a base, dona de uma beleza ímpar.

(Divulgação/Fran Parente)

 

TAPETE À MODA

Típico de imóveis antigos como este, erguido nos anos 50, o piso com cacos grandes de mármore passou por restauro na reforma comandada pela arquiteta Teresa Mascaro, de São Paulo. Parte dele foi recortada a fim de abrir espaço para o trecho forrado com o mesmo granilite, mas na inédita versão vermelha. Esse novo pedaço oculta as redes elétrica e hidráulica (instaladas no contrapiso para abastecer os equipamentos da ilha da cozinha). “Estendemos o granilite até as paredes da varanda e dos banheiros, a 1,90 m de altura”, diz ela, relatando o trabalho esmerado que levou dois meses. Execução: Astélio da Silva Branco.

(Divulgação/Ana Mello)

 

BELEZA PRÓPRIA

Nem parece uma casa geminada em ambas as laterais e implantada num terreno em declive, tamanha a presença de luz natural e a amplidão dos ambientes. Conquista do projeto bem bolado das arquitetas Cecilia Reichstul e Clara Reynaldo, do escritório paulistano CR2 Arquitetura, endossada pelo piso bambolê, no qual o contrapiso é o protagonista. “A base de concreto usinado foi sarrafeada. Após a aderência do material, o bambolê (espécie de enceradeira com hélices de aço) fez o polimento da área. Por fim, uma resina para preservar o aspecto do concreto”, diz o engenheiro Fábio Calsavara, da F2 Engenharia, responsável pela obra. O resultado? Uma cobertura única e sem emendas. Execução: Serv Pisos.

(Divulgação/Alessandro Guimarães)

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