Por trás da fachada tombada: obra atualiza apartamento paulistano

Reforma integrou os ambientes do imóvel de 196 m², localizado no emblemático Edifício Bretagne

“Eu percebi na moradora um desejo de recuperar o clima alegre da época em que o Bretagne foi construído.” Assim, o arquiteto Domingos Pascali explica como ele e seu sócio, Sarkis Semerdjian, começaram a esboçar a reforma do imóvel de 196 metros quadrados.

Originais do Bretagne, os janelões se destacam pela inclinação. São de madeira pintada e correm para abrir e fechar. A parte inferior dos caixilhos permite ver a jardineira externa. (Divulgação/Ilana Bessler)

Não houve mudanças radicais na planta, mas uma redistribuição da área e a troca de todos os acabamentos. Foi uma quebradeira gigante que, por um lado, alinhou paredes a vigascolunas, e, por outro, adequou os ambientes ao modo de vida atual e às necessidades da família.

“Um dia, o marido comentou: ‘Eu não quero que a minha casa seja um expoente da arquitetura – quero que seja uma casa’. Por isso, tínhamos que fazer um projeto bom, sem ficar inventando coisas”, conta Sarkis.

Com 7,60 m de comprimento, a estante de chapa metálica fina atravessa a sala. Execução da Dix Metal. (Divulgação/Ilana Bessler)

O casal almejava, por exemplo, desfrutar de salas de jantar e de estar integradas, o que levou à eliminação da divisória presente no living. Também imaginava uma suíte com escritório para a esposa, aproveitando um dormitório extra.

Na transição entre as áreas, perto do teto, foram instalados prateleira e brise. A primeira exibe brinquedos e o segundo deixa entrar nos dormitórios uma agradável luz filtrada, além de mantê-los sempre arejados. (Divulgação/Ilana Bessler)

Como os quartos das crianças eram compridos, cada um deles cedeu uma parte à criação de um cômodo anexo, planejado para a duplinha brincar junta, outra demanda importante.

Um par de ambientes compridos se transformou em dois quartos com uma brinquedoteca anexa, integrada por portas de correr (Marvelar). Cada um dos filhos tem o próprio canto para relaxar, se vestir e estudar, mas ver TV e brincar são atividades que compartilham na saleta de 13 m². (Divulgação/Ilana Bessler)

Muito do que os sócios decidiam na prancheta precisava ser revisto na obra. “A gente derrubava as paredes e apareciam vigas inesperadas. Refizemos a proposta várias vezes”, lembra.

A estrutura saliente no teto ora serviu para camuflar equipamentos ora para ocultar fiação e lâmpadas. Essa decisão dispensou a árdua tarefa de tentar rasgar a laje para novos pontos de luz.

No quarto principal, um nicho acima da cabeceira de couro expõe quadros. Quando a parede foi deslocada, uma viga apareceu sob o teto e a coluna redonda surgiu inteira no quarto do casal. A viga foi encapada de madeira e transformada em luminária enquanto um módulo de marcenaria abraçou a coluna. (Divulgação/Ilana Bessler)

Para o acesso principal do apartamento, os arquitetos optaram por fazer um túnel de placas de gesso com acabamento de efeito aço corten. “Ele conecta as alas íntima e social e faz parte de uma grande estante de chapa metálica que percorre a sala e reforça a horizontalidade do espaço”, diz Domingos.

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