Apartamento de 66 m² com muitas soluções criativas

A marcenaria e o uso inteligente de cores otimizaram a área do imóvel paulistano

Quem põe os pés neste apartamento recém-finalizado não imagina que ele dispõe de apenas 66 metros quadrados. De fato, um dos principais objetivos das idealizadoras da reforma, as arquitetas Marcela Madureira e Lorenzza Lamoglie, de São Paulo, era que a amplidão fosse percebida desde a porta de entrada.

O balcão com função de bar tem uma extensão que forma um banco fixo com futons. A mesa redonda – modelo Cone (EssenciAll.Casa), com 1,20 m de diâmetro – ocupa menos área que uma retangular e não tem cantos que possam atrapalhar a circulação. (Divulgação/Mariana Orsi)

A ação que integrou os espaços garantiu, na prática, uma circulação mais livre e melhores condições para receber convidados sem aperto e com muito aconchego.

Para materializar a proposta de forjar um grande e único ambiente, o projeto valeu-se de cores, marcenaria e um punhado de soluções criativas.

Além de não ser frio ao toque, o piso vinílico amadeirado no modelo Oxford Clic (Beaulieu) aquece visualmente a área de convívio e o quarto. (Divulgação/Mariana Orsi)

A planta original previa sala, varanda, cozinha, suíte, dormitório, banheiro e lavanderia. De imediato, Marcela e Lorenzza decidiram remover as alvenarias que encerravam a cozinha e o segundo quarto, incorporando-os à área social, onde uma mesa de jantar escoltada por um sofá em L estimula o convívio.

Se não há divisória para delimitar a cozinha, o piso de porcelanato Minimum Chumbo (Eliane), de 60 x 60 cm, desempenha esse papel. O nicho na extremidade do balcão acomoda bebidas, assim como a superfície mais alta serve de área de trabalho no dia a dia – com armários na parte interna – e de apoio para copos e petiscos durante as festas. O bloco que concentra as áreas de serviço junta marcenaria com Formica cor Grafito (Móveis Evolution), pastilhas hexagonais Barents (Atlas) no frontão e tampo de superfície sintética modelo 2003 Concrete (Ceasarstone). (Divulgação)

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O cômodo que antes era dormitório virou saleta de TV, sutilmente separada do escritório por uma divisória transparente. “O anteparo de vidro com estrutura metálica assegura certa privacidade sem obstruir a visão nem a iluminação natural”, aponta Lorenzza.

A estrutura tubular de ferro com pintura eletrostática preta e vidros incolores (executada pela Sete Elos) separa a saleta do escritório, sem vedar os ambientes, favorecendo a difusão da luz. (Divulgação/Mariana Orsi)

Faltava encontrar lugar para a sala de estar propriamente dita – e a solução estava na varanda. Para tanto, retirou-se o caixilho que a apartava da área interna, e os pisos foram nivelados de modo a assegurar a continuidade.

Nivelada com o piso da parte interna do apartamento, a varanda de 9,50 m² converteu-se em uma pequena sala de estar com piso de deck de cumaru. Fechamento de vidro da Vitrais Motta.Feito sob medida para esconder a condensadora do ar-condicionado, o móvel de MD F folheado com lâmina de carvalho envernizada – mesmo material de toda a marcenaria do imóvel – hospeda vasos de plantas. (Divulgação/Mariana Orsi)

Com o propósito de setorizar o apartamento e propiciar uma estética acolhedora, a ala íntimasuíte e banheiro social – foi envelopada de carvalho-americano. “O painel de madeira ainda compõe o fundo da sala de TV”, detalha Marcela.

O contraste entre os tons claros dos espaços de convivência e o cinza-escuro dos ambientes de serviço, pensados como um cubo monocromático, contribui para a tal sensação de amplitude, segundo as arquitetas.

O hall da suíte conta com espelhos de cima a baixo (Vidraçaria Vitrais Motta), uma forma de ampliar o cômodo. (Divulgação/Mariana Orsi)

“Como cereja do bolo, o balcão da cozinha, planejado para atender festas e reuniões, se prolonga para formar um prático assento”, conclui Lorenzza.

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  1. Morar em espaços tão pequenos requer muito malabarismo na hora de mobiliar os ambientes. Minha casa tem 48m² e móveis de quando morava num lugar maior. Vou seguir algumas dicas dessa reportagem.

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