Acabamentos personalizados diferenciam apês com plantas idênticas

Amigos de longa data, os moradores trocaram experiências de obra e compraram materiais juntos

Ao aceitar o convite de um corretor para visitar o lançamento do empreendimento na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, a arquiteta Beatriz Ottaiano, sócia de Daniele Okuhara no escritório doob Arquitetura, não imaginava sair de lá com o apartamento comprado. “Eu me encantei pela planta, adorei a localização e o preço era imperdível”, lembra. A paixão foi tamanha que ela ligou para o amigo André e o convenceu a arrematar o imóvel do andar embaixo do seu. Os projetos aconteceram simultaneamente e com antecedência suficiente para solicitar à construtora a eliminação da parede entre a sala de jantar e a cozinha, solução certeira quando se deseja fazer o espaço render.  Avessa ao excesso de cores e elementos, Beatriz priorizou materiais claros e práticos em seu primeiro imóvel. “Fácil de manter, o porcelanato que imita madeira aparece em todos os ambientes, com exceção do banheiro”, exemplifica. O branco impera por quase todos os lugares, resultando em maior luminosidade e sensação de amplitude. “Foi o trabalho mais minimalista que já fiz”, brinca. “Projetar para mim mesma se revelou um desafio. Conhecer tantas alternativas torna a escolha mais difícil”, revela.

 

Um nível abaixo, no 22º andar, André Koronfli curte a varanda, também incorporada à área social, para tocar guitarra e se divertir com o buldogue francês Madruga. Pufe da Macadâmia, tapete azul da Collector e cadeira da Artesian.

Um nível abaixo, no 22º andar, André Koronfli curte a varanda, também incorporada à área social, para tocar guitarra e se divertir com o buldogue francês Madruga. Pufe da Macadâmia, tapete azul da Collector e cadeira da Artesian. (Divulgação/Evelyn Müller)

Amigos desde 2004, André Koronfli e Beatriz Ottaiano (arquiteta e dona do apê acima) se conheceram em um curso de fotografia. A relação de cumplicidade ficou ainda maior após a compra do imóvel no mesmo edifício, decisão que ajudou a desenrolar um projeto feito por ela conforme os desejos do rapaz. “A Bia mostrou sensibilidade ao transpor o meu gosto para os espaços”, diz André. Na sala, a marcenaria da estante, por exemplo, foi pensada para acomodar as coleções de CDs e DVDs dele, um aficionado por música e cinema. Outra decisão: ter cozinha, salas e varanda totalmente integradas também favorecia o hábito de receber amigos. “A disposição dos cômodos dá a sensação de que o lugar é muito maior”, conta o atual morador. Até durante a obra, a dupla agiu na base da parceria. Não só escolheu os materiais dos dois apartamentos como negociou as compras e conseguiu preços melhores fechando pedidos nos mesmos fornecedores.

A construtora entregou os dois imóveis sem divisórias separando a cozinha da sala, mas com uma porta de correr e trechos laterais de alvenaria entre o estar e a varanda – que vieram abaixo

A construtora entregou os dois imóveis sem divisórias separando a cozinha da sala, mas com uma porta de correr e trechos laterais de alvenaria entre o estar e a varanda – que vieram abaixo (Campoy Estúdio/Divulgação)

Na galeria a seguir, você confere as diferenças e semelhanças entre os apês:

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