Confira um trecho da entrevista exclusiva de Toyo Ito para a A&C de abril

O arquiteto fala sobre os limites entre arquitetura e natureza, preceito muito presente em seus projetos

Na folha A4 carregada por Toyo Ito, 76 anos, constava uma lista de endereços importantes no Brasil – ou “turismo-arquitetura”
–, como ele chamou: a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), de Vilanova Artigas (1915-1985), a Casa de Vidro e o Sesc Pompeia, de Lina Bo Bardi (1914-1992) – neste último, ele se comoveu ao ver como as pessoas desfrutavam do lugar –, e Brasília, onde passou três dias apreciando o legado de Oscar Niemeyer (1907-2012). “Queria conhecer as obras dessa época de ouro da arquitetura, os anos 50 e 60”, comentou.

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Sua carreira começou nos anos 70. Como compara o cenário da arquitetura de lá para cá?

Daqui a dois anos, teremos a segunda olimpíada em Tóquio. Na primeira, em 1964, eu ainda era estudante. As coisas mudaram bastante desde então. O orçamento nacional do Japão cresceu 30 vezes e o desenvolvimento foi acentuado. Em Tóquio hoje, temos muitos arranha-céus e presenciamos uma série de obras de requalificação urbana. Sinto que a cidade está perdendo suas feições e tradição de mais de 400 anos. Não sei se isso é bom ou não, não sei se essa verticalização traz felicidade.

Em seus projetos, você busca acolher a escala humana e fundir as fronteiras entre natural e artificial. Que elementos usa para fazer isso?

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Somos também animais e nos sentimos mais confortáveis no habitat natural: os bichos comem, sentam e deitam onde querem. No entanto, por exemplo, estou aqui sentado nesta cadeira. Queria deitar, mas não posso, pois existem regras que obrigam as pessoas a se comportarem de determinado jeito…

Veja a entrevista completa na edição de abril, que já está nas bancas!

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