Telhado verde: como montar o seu usando sistemas prontos

A solução natural embeleza a casa, contribui com o conforto térmico e com o meio ambiente

Do alto de sua ampla gama de possibilidades, vantagens e benefícios, os jardins suspensos conquistam aos poucos as coberturas de casas e edifícios. As opções disponíveis conjugam beleza, sustentabilidade, baixa manutenção, conforto térmico e redução da poluição. Confira a seguir algumas propostas.

1. Ecotelhado

Em comparação com os telhados verdes tradicionais, o sistema laminar da empresa atua como um piso elevado que comporta um reservatório de captação de água da chuva – retém de 50 a 60 litros por metro quadrado, dependendo do tamanho e do modelo da estrutura. Isso permite que a irrigação seja feita automaticamente, de forma subsuperficial, sem o uso de água potável.

Inteiramente gramada, esta opção do tipo laminar ajuda a diminuir a temperatura interna da casa e a do meio ambiente. (Divulgação/Divulgação)

Outra vantagem é que a lâmina d’água abaixo da camada de vegetação fica isolada, evitando mosquitos. A alternativa também oferece conforto termoacústico e aumenta a vida útil da laje e da impermeabilização, uma vez que diminui o calor atuante sobre elas. Por limpar o volume pluvial, o conjunto ainda contribui para a redução da poluição.

“As possibilidades de espécies são incontáveis, desde um jardim pequeno com diversas plantas até grandes árvores”, explica Henrique Guimarães, diretor de marketing da empresa. Segundo ele, a única condição é ter a laje previamente impermeabilizada, com um ralo para escoamento e o mínimo de inclinação. A manutenção se restringe aos cuidados que um jardim ou gramado exigem. Os sistemas da Ecotelhado custam a partir de R$ 150 o m², em média.

 

2. Studio Cidade Jardim

O carro-chefe do escritório é o sistema modular, que oferece alto desempenho de drenagem e facilidade de instalação, pois todas as camadas básicas do telhado verde são colocadas dentro de caixinhas de plástico reciclado.

“Cada um desses módulos é um vaso para cultivo independente de espécies de qualquer tipo com até 50 centímetros de altura. Para a montagem, basta colocar os recipientes com substrato sobre a laje impermeabilizada, acomodar as mudas ou sementes e conectar a um esquema de irrigação”, explica Sérgio Rocha, diretor executivo da empresa.

Com inclinações a partir de 10 graus, é preciso reforço estrutural nos beirais para suportar o acúmulo de sobrecargas na base, além de estruturas para evitar tensões de deformação e deslizamento de materiais. Também é importante aplicar proteção extra contra erosão do substrato. (Divulgação/Divulgação)

Segundo ele, a proposta é oferecer uma opção de revestimento vivo que possa ser facilmente montada e desmontada, mesmo muitos anos depois de plantada. “Caso seja necessário retirar as unidades para fazer reparos na impermeabilização ou uma nova paginação de paisagismo, é possível simplesmente desencaixar esses componentes e alojá-los em outro lugar, sem a necessidade de remover as plantas, a terra e a drenagem”, esclarece.

A irrigação pode funcionar por aspersão, gotejamento ou capilaridade, e a versão extensiva e completa sai por R$ 180 o m² (em São Paulo).

3. Skygarden

O produto da empresa não usa caixas plásticas, como a grande maioria dos modelos disponíveis no mercado. A tecnologia da empresa de soluções para áreas verdes sustentáveis é composta de mantas.

“Isso permite sua utilização como um jardim convencional e possibilita maior diversidade de espécies para o paisagismo”, explica Kelly Mimura, arquiteta da SkyGarden Envec. A empresa oferece telhados verdes com espessuras de 4, 5, 7, 10 e 20 centímetros.

A cobertura principal recebeu o modelo SkyGarden Slim, com espessura de 4 cm e grama-esmeralda. O nível intermediário, mais baixo, tem 10 cm e usa grama-são-carlos. (Divulgação/Cacá Bratke)

O sistema acumula uma média de 40 litros de água por metro quadrado (na espessura de 10 cm) e reduz a necessidade de chuvas e rega em até 60%. Segundo Kelly, as tecnologias de irrigação automatizada da SkyGarden (aspersão ou gotejamento) ajudam a economizar água e fazem a vegetação otimizar seu consumo, evitando a excessiva liberação hídrica pela planta. Resultado: o consumo de água para o tapete verde oscila entre 3 e 5 litros por metro quadrado a cada irrigação.

O preço varia de acordo com a metragem – quanto maior, menor o valor. Por exemplo, 10 metros quadrados (com sete centímetros de espessura, instalado, em São Paulo) custam R$ 621 o metro quadrado, enquanto 100 metros quadrados saem a R$ 287 o metro quadrado. A instalação é rápida: 10 metros quadrados de qualquer tipo podem ser colocados em um dia.

Outras empresas do segmento

Veja quem trabalha com diferentes sistemas, modelos, preços e benefícios – para coberturas de todos os tamanho

4. Zinco

De origem alemã, possui alternativas para coberturas planas, inclinadas (até 35 graus) e curvas, com irrigação integrada. Os modelos extensivos da ZinCo usam vegetação que consome pouca água. Os intensivos comportam alta gama de espécies: de gramados a árvores. Preço médio (extensivo, para o Sudeste: R$ 170 o metro quadrado).

5. Remaster

O sistema Tec Garden, com piso elevado, tem um vão sob a cobertura natural para reter a água. Ela satura o substrato e acumula o excedente para fazer a autoirrigação. “Como a água é de boa qualidade, pois passou pela vegetação, é possível usá-la para lavar o imóvel”, diz Paulo Jubilut, diretor da Remaster. Preço médio sem substrato: R$ 220 o metro quadrado.

6. Quadro Vivo

A opção de teto verde modular da marca emprega bandejas com reservatório que capta a chuva e a fornece à vegetação por capilaridade (fios especiais transportam a água para que as espécies a absorvam de acordo com a necessidade). A rega é automatizada. Preço médio da linha Beija-Flor: R$ 132,75 o metro quadrado.

7. Ecocasa

Trabalha com a versão modular, que consiste em placas de plástico PP reciclado com compartimentos inferiores para reserva de água. O líquido chega às plantas de várias maneiras: gotejamento, aspersão ou mangueira. O preço aproximado é de R$ 250 o metro quadrado instalado (no estado de São Paulo).

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