Trama visual: divisórias feitas de diferentes materiais e texturas roubam a cena

Para embelezar o espaço, disfarçar uma passagem ou proteger de olhares inconvenientes, as divisórias aem versões incrementadas

A seguir, confira sete projetos onde divisórias de diversos formatos, cores e modelos ganharam destaque no projeto.

Vermelho na entrada

As boas-vindas ganham calor neste projeto assinado pela arquiteta Patricia Martinez em São Paulo. “O anteparo colorido mantém a independência entre o hall de entrada e o living ao mesmo tempo que preserva a integração desses dois espaços”, explica. O material de base é a madeira, que ficou mais interessante com as ripas laqueadas de vermelho. Execução da Di Legno Marcenaria.

Quase uma parede: a divisória com 2,06 m de largura fica no encontro dos pisos. Toda de madeira, alcança 2,33 m de altura e tem o miolo vazado. (Foto: Salvador Cordaro)

Banho discreto

Nesta casa brasiliense, a banheira marca a fronteira entre duas áreas íntimas laterais. “Para trazer mais privacidade, erguemos um trecho com cobogós”, detalha o arquiteto Filipe Monte Serrat, do Esquadra Arquitetos. O modelo Synus (5 x 30 x 70 cm), da Castelatto, foge do desenho convencional dos elementos vazados: trata-se de um revestimento cimentício feito para compor painéis. Aqui, o conjunto é valorizado pela presença da claraboia. Trabalho assinado em parceria com o Yi Arquitetos.

Iluminação natural vinda do alto destaca textura do painel. (Foto: Joana França)

Com apelo retrô

A ideia do arquiteto Olegário de Sá e do designer de interiores Gil Cioni para este apartamento em São Paulo era fazer uma referência à Nova York dos anos 30. Para isso, a tinta no tom ouro-velho cobre com elegância a porta metálica sanfonada (Serralheria Sepetiba). Outra vantagem: ao se recolher, o modelo deixa um vão amplo, mais confortável para a passagem. Um trilho embutido no piso ajuda a guiar o movimento de abre e fecha.

Quando fechada, a porta pantográfica isola o acesso ao elevador. (Foto: Lufe Gomes)

Vocação brutalista

Ao entrar neste apartamento paulistano, os visitantes se deparam com uma tela metálica incomum, com ares de instalação artística. A criação da arquiteta Ana Yoshida é um artifício para desviar os olhos da área que abriga fogão e companhia. “O painel é estreito e ocupa pouco espaço. Graças ao material econômico, ele custou cerca de um quarto do valor de um modelo equivalente feito de madeira”, revela Ana.

Renda de aço: Antes da instalação, a trama levou um banho de ácido e pintura marrom. O resultado se aproxima da tonalidade do aço corten. (Foto: Evelyn Müller)

Desenho elaborado

O hall com banco e cabideiro oferece a quem chega um cantinho discreto para tirar os sapatos e apoiar bolsas e acessórios. A divisão sutil entre essa entrada e as salas de estar e de jantar também foi planejada pelo escritório brasiliense Simmetria Arquitetura. “O painel de 0,70 x 2,45 m, talhado em chapa de MDF, é preso no teto e apoia-se em pequenas sapatas metálicas no piso”, afirma a arquiteta Laura Oliveira, sócia do escritório. Essas pecinhas mantêm a estrutura levemente afastada do chão, evitando que se molhe durante a limpeza.

Trama foi recortada em MDF com laminado no padrão freijó. (Foto:Joana França)

Espaço econômico 

Organizar a vida de um atleta neste pequeno imóvel paulistano era a tarefa do Estúdio Urbhá. A resposta veio na forma de uma marcenaria bem-planejada. “Com a divisória aos pés da cama, foi possível separar os espaços. Além de resguardar a área de dormir, ela serve de encosto para quem se senta à mesa, já que foi chumbada em cima e embaixo”, diz a arquiteta Alana Furumoto, sócia do escritório. Os trilhos de luz do teto, quando acesos, projetam as belas sombras das ripas de MDF no padrão freijó (Masisa) sobre o ambiente.

Ripas fixadas no teto e no piso setorizam ambientes no flat de 25 m² (Foto: Mariana Orsi)

Padrão escandinavo

Ao assumir a reforma desta área de lazer no alto de um edifício, o time do Yamagata Arquitetura tinha planos ousados, que incluíam até o deslocamento da piscina. A cereja do bolo foi a instalação do anteparo de madeira accoya (Core). “Além de ser lindo, ele distancia os olhares dos vizinhos”, avalia a arquiteta Paloma Yamagata. Para cobrir o vão de 3,20 x 8,25 m, as ripas de 1,5 x 10 cm foram fixadas em barrotes de madeira presos na estrutura. A tonalidade claríssima promete envelhecer bem, assumindo efeito acinzentado com o passar do tempo.

Beleza fortificada: tratada com ácido, a accoya passa por uma secagem química ultrarrápida. Dessa forma, as ripas, mesmo longas, não empenam. (Foto: MCA Estúdio)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s