Na onda das minipraças paulistanas

Regulamentados desde 2014 pela prefeitura, os parklets arrebataram os paulistanos e se espalharam pelos principais bairros da cidade. Essas áreas, que permitem uma pausa merecida no dia a dia, estimulam o bom uso do espaço público

O conceito é simples e também inovador: criar áreas de convivência nas ruas da cidade. Quem importou a ideia para cá foi o presidente do Instituto de Mobilidade Verde (IMV), Lincoln Paiva, que, em 2010, conheceu a experiência de São Francisco, nos Estados Unidos. “Vendo o primeiro projeto instalado por lá, percebi a grande possibilidade de discussão sobre o uso do espaço público que o parklet promoveria aqui em São Paulo.” Três anos depois, a capital paulista seria a primeira na América Latina a inaugurar uma minipraça, perto da Avenida Paulista. Ali foram aplicadas as regras que posteriormente comporiam a base para a política de regulamentação e licenciamento dos espaços. Essa política prevê que a área ocupada é a de dois carros estacionados um atrás do outro (máximo de 10 m) e que a construção só pode empregar matéria-prima de fácil remoção e resistente às intempéries. Objetivas, essas diretrizes incentivam a criatividade de arquitetos e designers e convidam o cidadão a fazer do parklet uma extensão da casa. Veja a seguir as medidas certas para multiplicar as minipraças por aí. 

MEDIDAS EXATAS

Várias dimensões devem ser observadas na instalação do parklet: 

Velocidade máxima

Para se candidatar a um parklet, a rua deve ter 50 km/h como limite para o tráfego de veículos.

Aclive da rua

A inclinação longitudinal não pode superar 8,33%, a fim de facilitar o acesso dos usuários.

15 metros

Essa é a distância mínima obrigatória a ser deixada entre uma minipraça e a esquina.

10 metros

A extensão máxima autorizada para a estrutura equivale a duas vagas de carro.

2,20 metros

Como fica na via pública, o parklet deve limitar sua largura à faixa ocupada por um veículo.

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