Avenida Paulista se transforma em novo eixo cultural da capital

Inauguração de espaços voltados à arte e à convivência renova a vocação da icônica via paulistana

O que já foi o principal centro financeiro da capital paulista é hoje endereço de manifestações e espaço de lazer durante os fins de semana – o que inclui agitações noturnas entre os jovens. É fato: a Avenida Paulista está se transformando e ganhando novos significados.

A recente inauguração da Japan House São Paulo, centro voltado à cultura japonesa contemporânea, e a previsão de abertura de dois novos prédios dedicados à arte e à convivência, o Sesc Avenida Paulista e o Instituto Moreira Salles (IMS), neste segundo semestre denotam a vocação renovada da via mais famosa da capital.

Fachada da Japan House São Paulo. A estrutura de hinoki é sustentada por cabos de fibra de carbono, material até sete vezes mais resistente do que o aço.A estrutura de hinoki é sustentada por cabos de fibra de carbono, material relativamente novo e até sete vezes mais resistente do que o aço. (Divulgação/Divulgação)

O tema foi discutido hoje em São Paulo no seminário Avenida Paulista: Novos Projetos, Novos Rumos, promovido pelo Arq.Futuro, plataforma de debate sobre o futuro das cidades. O evento reuniu os arquitetos Kengo Kuma, autor do projeto da Japan House, e Vinicius Andrade e Marcelo Morettin, sócios no escritório Andrade Morettin Arquitetos, responsáveis pelo desenho do novo endereço do IMS.

“Um dos principais diferenciais da avenida é conciliar diversas vocações num único lugar”, pontuou Vinicius.

Esboço do novo endereço do IMS, na Avenida Paulista. A pele externa de vidro abriga a volumetria complexa do museu vertical. (Divulgação/Cobogó)

Segundo Morettin, o desafio central foi imaginar como se daria a relação do edifício com a rua. “Deslocamos o espaço de convívio para o coração do prédio, a 17 metros acima do solo. Será uma grande praça, aberta, com mobiliário solto, livraria… quebrando a expectativa de um local fechado”, disse.

Ao falar sobre a Japan House, o arquiteto Kengo Kuma afirmou que buscou trazer intimidade à avenida. “Luz e leveza é importante para a cidade e a vida”, comentou.

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