Refúgio no campo é puro lazer

A parceria pessoal e profissional dos donos desta casa soma mais de 30 anos. No escritório onde são sócios e nos projetos que realizam, um se dedica à arquitetura e o outro cuida dos interiores. Como nas uniões felizes e longevas, eles ergueram este recanto inaugurando uma fase madura da vida, marcada pela praticidade e pelo apreço ao essencial.

O talento da dupla não é pouca coisa. Com passagem pelo escritório do arquiteto e decorador Sig Bergamin, mestre de uma agradável mescla de estilos, Alberto Lahós e Marco do Carmo tornaram-se sócios em 1985 e, desde então, se dedicam a projetar casas e espaços com supremo conforto, bom gosto, ecletismo e atenção aos detalhes

O sítio que ergueram por mais de uma década – arrumado meticulosamente, canto por canto – traduzia em grande nota essa trajetória. Horta, cozinha, objetos e quadros se somavam para um resultado primoroso, quase cenográfico. Mas… a manutenção trabalhosa e onerosa, o acesso difícil e a vontade de simplificar, típica da maturidade, falaram alto. Anos atrás, eles resolveram vender o suntuoso imóvel e aderir a uma proposta mais simples, afinada com a nova fase da vida. Escolheram um lote na mesma região – Joanópolis, a duas horas de carro de São Paulo – e se lançaram. “Antes, a conta na lojinha local de agropecuária era enorme. Não dava tempo para descansar, tínhamos que resolver tudo”, sentencia Marco, justificando a escolha por um condomínio fechado, que dispensa o caseiro e requer apenas faxina semanal, limpeza da piscina e jardinagem. Não levaram na mala certezas de que daria certo se instalar em lugar tão diferente, por isso as decisões vieram aos poucos. 

Para começar, optaram por um terreno alto de 1 150 m², onde a construção poderia se abrir para os dois lados, receber muito sol e alcançar a vista de uma represa. Pensando em não destoar do ambiente, imaginaram algo com telhado, singelo e compacto. E investiram em acabamentos práticos, aplicados de maneira charmosa e original, grande feito da empreitada. “Nos rendemos à funcionalidade, vencendo nossos preconceitos quanto a materiais que não são autênticos”, continua. Assim o refúgio de 228 m² ganhou forma. 

Rapidamente, uma rotina inédita se estabeleceu. Amigos vêm passar o dia: a estrada asfaltada possibilita isso. Não há mais cozinheira, é Marco quem prepara os quitutes, servidos casualmente na varanda. São outros tempos, celebrados pela dupla com leveza. “Se antes acima da mesa de jantar pendia um lustre de cristal, agora ele é de taboa. Aqui a gente tem menos coisas, não acumula. Basta o essencial”, finaliza Alberto.

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