Madeira, pedra e metal moldam casa à beira-mar

Com esquadrias generosas, tetos de vidro e pérgolas, o refúgio banhado de luz integra-se à natureza, sem prejudicar a privacidade dos moradores

Os atuais proprietários não fizeram esta casa, mas são tão apaixonados por ela que parecem ter escolhido um a um os detalhes do projeto. “Eu sempre fui uma grande fã do Paulo Jacobsen. Era uma paquera de anos”, brinca a moradora, que tempos atrás quase realizou uma reforma com o arquiteto do Rio de Janeiro. Quando apareceu a oportunidade de comprar um refúgio no litoral norte paulista assinado pelo profissional, a mulher e o marido se empolgaram.

Uma raia de 25 m de comprimento (com 2,20 m de largura e 1,20 m de profundidade) e um longo deck se estendem à frente das quatro casas vizinhas de condomínio. Os acabamentos repetem os da piscininha. (Foto: Alain Brugier)

A morada é uma das quatro no pequeno condomínio encomendado por três irmãos ao escritório Jacobsen Arquitetura em 2006. Assim como as demais, ela tem estrutura mista de concreto (no subsolo) e aço galvanizado, material que obteve a preferência do engenheiro da obra, Ricardo Peters, por não ser agredido pela maresia.

Como o lote é relativamente estreito, a construção vai de um muro ao outro – mas não no andar superior, onde foram preservados os recuos laterais de 1,65 m. Nesses trechos, no térreo, um pergolado coroado por vidro faz as vezes de teto, clareando o interior. Essa é também a razão da claraboia de 17 m² acima do hall da escada.

O pergolado de 1,65 m de largura (à dir., na foto) cobre parte do térreo, justamente a porção rente ao muro que separa a casa de sua vizinha. Como tem teto de vidro, essa pérgola traz luz natural para o interior. (Foto: Alain Brugier)

O aconchego vem do emprego considerável de madeira, tônica do trabalho de Jacobsen: “Ela traz uma característica mais acolhedora aos ambientes, além de ser a identidade de nossos projetos”. A matéria-prima, em diversas espécies, integra venezianas, forros, esquadrias, parte do piso e divisórias. 

As qualidades da arquitetura foram destacadas pela proposta luminotécnica e de interiores solicitada pelos moradores ao escritório Gebara Conde Sinisgalli Arquitetos. À frente da empreitada, a arquiteta Gisele Conde focou na marcenaria e na seleção de acabamentos resistentes à umidade típica da praia, como os tecidos impermeáveis dos estofados da varanda. 

Nada diferencia a sala (à esq, na foto) da varanda (à. dir.), integradas por portas de correr envidraçadas em caixilhos de freijó. O piso de limestone é um só, bem como o forro de madeira ripada (no pergolado) e a parede, que nada mais é que o muro de pedra-madeira bruta, assentada com junta seca. (Foto: Alain Brugier)

Repare como os elementos mencionados acima se repetem na lateral oposta, onde uma extensa bancada agrega churrasqueira a carvão, pia e armários. (Foto: Alain Brugier)

Feliz com sua casa, a proprietária gosta de contar que já houve pessoas pedindo para conhecer o endereço. “É uma obra impressionante, parece ter luz própria”, finaliza.

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