Casa em Paraty é atualizada sem perder a estética colonial

No centro histórico da cidade fluminense, uma morada foi adaptada ao século 21. Os charmosos detalhes da arquitetura antiga ganharam destaque

Destino de muitas turistas, Paraty, no Rio de Janeiro, ainda preserva hábitos de épocas passadas, segundo os habitantes da cidade histórica. Claro: compromissos muitas vezes dependem das marés, carros não chegam ao centro histórico, e reformas… Bem, essas exigem conhecimento da legislação e da cultura local para irem adiante sem grandes dificuldades.

Foi por esse motivo que o casal de São Paulo encarregou o arquiteto Renato Tavolaro do imóvel recém-adquirido. “A gente frequentou muitas casas aqui antes de comprar uma. Sempre que eu gostava de um detalhe ou de uma solução e perguntava quem era o autor do projeto, o nome dele aparecia”, relembra a proprietária desta residência. 

O pórtico de madeira ficou visível com a retirada de uma parede. “Na configuração anterior, ele era um elemento estrutural. Hoje, não cumpre mais essa função, mas quisemos mantê-lo por sua beleza e história”, fala o arquiteto Renato Tavolaro. (Foto: Cacá Brake)

Atuante na região há cerca de 40 anos, o profissional entende todos os requisitos burocráticos para aprovar as intervenções, já que o casario é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E tem plena consciência da responsabilidade de mexer nessas construções sem descaracterizá-las. 

Como o lugar já havia passado por reforma antes, “levantei fotos antigas para entender melhor os materiais existentes”, conta Renato. A pesquisa encontrou sólidas paredes estruturais de pedra, reveladas após a remoção de reboco e tinta e depois restauradas. 

O piso de granito, agora em estado bruto, volta a aparecer no pátio, em direta comunicação com a sala (ao fundo) e a cozinha (à dir.). Houve também uma grande intervenção no telhado, que ganhou subcobertura e novas telhas de barro. A aparência envelhecida se explica: as peças capa (de cima) são de demolição. (Foto: Cacá Bratke)

“Esse cuidado deve chegar até a fundação, onde tratamos de isolar a umidade. Mas a água sempre acaba subindo, por isso nunca impermeabilizo as paredes. Ela precisa conseguir sair”, explica. Daí a importância de uma boa ventilação cruzada, responsável por manter os ambientes arejados. E assim, a obra aconteceu em seu ritmo, ditado pelo vaivém das charretes contratadas para retirar o entulho.

A seguir, confira a galeria que mostra a residência. Gostou? Quer mais? Confira fotos exclusivas da renovação da casa aqui.  

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