Depois da reforma, apartamento ganha ateliê

Os rascunhos da proprietária, uma jovem ilustradora, viraram realidade com a ajuda de duas arquitetas, suas amigas de longa data. Parceria divertida que resultou num apartamento com soluções mutáveis e o tão desejado ateliê

“Nos anos 60, época em que se subia de bonde a Rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, e tinha-se uma vista livre da cidade, sem tantos prédios como atualmente, meu avô comprou este apartamento de 130 m² em Pinheiros. Minha tia o dividiu com meu pai por muitos anos, até ele se casar e sair de lá. Em 2014, ela decidiu vender sua parte e eu, para a surpresa de todos, comprei. Só havia um porém: não ocorria uma reforma ali desde , portanto as condições eram péssimas. Havia muito mofo e as janelas estavam acabadas… Também precisaria rearranjar os quartos – eram quatro, contando o de empregada. Como eu moraria sozinha, bastaria um. 

Apesar de ser formada em arquitetura, nunca atuei na área, desde a faculdade sigo como artista e ilustradora. Mas foi lá que conheci a Júlia Risi, uma colega de sala, e a Claudia Bresciani, nossa veterana, e nos tornamos grandes amigas. Sem hesitar, chamei a dupla para me ajudar nessa empreitada, na qual aprendi, na marra, muita coisa. Da mesma forma que eu acompanhava o trabalho delas, elas acompanhavam o meu, e, sabendo da minha necessidade por um canto de desenho, elaboraram um estúdio enorme para mim, fruto da junção de dois dormitórios e integrado à sala. 

As meninas colocaram uma porta de garagem entre ele e o estar, dessa forma posso fechá-lo caso queira me concentrar ou acomodar visitas. A ideia foi montar um apartamento reversível, a fim de facilitar se um dia sentir falta de mais um quarto ou até mesmo precisar vender o imóvel.

Curto muito receber amigos, por isso sonhava com uma cozinha aberta e aconchegante. Quando as arquitetas me perguntaram quais cores o ambiente teria, peguei logo um papel e comecei a criar colagens e desenhos. Foi muito prazeroso participar com o que gosto de fazer. Elaborei também a montagem de ladrilhos que compõe uma faixa no piso do ateliê, ocupando o lugar de um velho armário. Ficou divertido e é uma forma de registrar a história do apartamento. Meu pai se empolgou muito quando decidi arrematá-lo e recuperá-lo, e nos divertimos lembrando do laboratório de química que ele mantinha por hobby e acabou virando o meu closet. Faz um ano e meio que estou aqui. Não poderia ter ficado melhor!”

Catarina Bessel, moradora

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